Alguns registos fotográficos que marcam o meu percurso.








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Peças originais, pintadas e feitas à mão. Clique numa obra para a ver em detalhe.
Tinha apenas cinco ou seis anos quando, numa noite de São João, me cruzei pela primeira vez com fotografias de artistas de teatro. A expressividade daquelas imagens despertou em mim um fascínio que, embora ainda sem saber, viria a acompanhar-me ao longo de toda a vida. Pouco tempo depois, descobri na despensa da avó uma coleção de postais com reproduções de obras de arte. Encantaram-me as cores, as formas e, sobretudo, a diversidade de quem as criava. Entre pintores tradicionais e artistas que pintavam com a boca ou com os pés, comecei a perceber que a arte não tinha limites nem uma única forma de existir.
A minha formação artística teve início na Escola Industrial Oliveira Salazar, em Luanda, onde frequentei o curso de Pintura Decorativa. Foi aí que consolidei as bases técnicas e desenvolvi uma visão estética própria, que mais tarde se refletiria em todo o meu percurso artístico.
A formação artística de Maria da Graça teve início na Escola Industrial Oliveira Salazar, em Luanda, onde frequentou o curso de Pintura Decorativa. Foi aí que consolidou as bases técnicas e desenvolveu uma visão estética própria, que mais tarde se refletiria em todo o seu percurso artístico.
Ao longo da sua carreira, participou em diversas exposições. A sua primeira exposição individual realizou-se em 1989, na Galeria da Fundação Lar do Imigrante, em Santo Tirso. Foi um momento marcante, onde pôde apresentar ao público obras que traduzem a sua sensibilidade e criatividade.
Posteriormente, participou em exposições coletivas em espaços como o Hotel D. Henrique, no Porto (1991), a Galeria do Fórum da Câmara Municipal da Maia (1992) e a Casa Beira Alta, em Santa Catarina, Porto (1993), entre outros.
Também participou em vários concursos de pintura ao ar livre, em localidades como Vouzela, Santa Comba Dão, Mangualde, Oliveira de Frades e Penalva do Castelo. Nessas ocasiões, teve a honra de receber menções honrosas e prémios distintos, reconhecimento que reforçou a sua dedicação e motivação artística.
O seu trabalho estende-se igualmente à realização de murais e intervenções artísticas em instituições religiosas e espaços públicos. Em 2002, executou uma obra mural inspirada numa cena bíblica na Capela de Fagilde, no concelho de Mangualde. Em 2003, apresentou uma exposição na Biblioteca Municipal de Aguiar da Beira e desenvolveu um projeto artístico para a inauguração do Lar de Idosos de Fornos de Maceira Dão, concretizado no ano seguinte.
Em 2004, teve a honra de ver o seu trabalho integrado num momento solene, numa missa celebrada no Salão Principal do Lar de Idosos, com a presença do Bispo de Viseu, D. Ilídio Pinto Leandro, e de várias entidades municipais.
Continuou a realizar intervenções artísticas em igrejas e capelas, como na Igreja da Roda, em Mangualde (2007), e na Capela Rainha Santa Isabel, na Quinta da Estrada, em Vale de Távora, Aguiar da Beira (2008). Em 2013, criou um mural com uma cena bíblica para a Igreja de Fornos de Maceira Dão e, em 2014, desenvolveu uma obra para a Igreja de Gradiz, em Aguiar da Beira.
O seu percurso é profundamente marcado pela união entre arte e espiritualidade. Em cada obra que realiza, procura transmitir emoção, fé e beleza, deixando um contributo artístico que reflete não só a sua paixão pela pintura, mas também o seu compromisso com a cultura e a comunidade.
Algumas obras começam numa tela, outras começam numa conversa. Retratos, murais, telas ou peças de artesanato feitas à sua medida.
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